NFS-e Nacional: o que muda para ME e EPP e como preparar os clientes para 2027

escrito por

Anna Santos

RESUMO DO ARTIGO:
A NFS-e Nacional será obrigatória a partir de 1º de novembro de 2026 para ME e EPP do Simples Nacional abrangidas pela regra. A mudança exige atenção ao sistema de emissão de notas fiscais, à atualização de cadastros, à padronização e às integrações. Para preparar os clientes, o contador deve identificar as empresas afetadas, revisar os processos atuais e testar as adequações antes do prazo.



A partir de 1º de novembro de 2026,
microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) do Simples Nacional abrangidas pela obrigatoriedade deverão emitir a Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e) pelo padrão nacional. 

Para os escritórios contábeis, a mudança exige atenção aos sistemas de emissão, aos cadastros e aos processos utilizados pelos clientes.

Antes do prazo, o contador precisa identificar quais empresas serão afetadas e organizar as adequações necessárias. 

Veja o que muda na emissão da NFS-e Nacional e quais pontos revisar para preparar seus clientes antes da obrigatoriedade.

O que muda na NFS-e para ME e EPP do Simples Nacional?

A obrigatoriedade foi estabelecida pela Resolução CGSN nº 191/2026, que prorrogou o prazo inicialmente previsto para setembro, conforme publicação da Receita Federal sobre a obrigatoriedade da NFS-e Nacional. 

A emissão deverá ocorrer pelo Emissor Nacional, por meio da aplicação web ou de integração via API.

Para o contador, a mudança não se resume a comunicar uma nova data. É necessário identificar os clientes afetados, verificar como realizam suas emissões e antecipar os ajustes necessários.

Quando a mudança começa e quem precisa se preparar?

A obrigatoriedade começa em 1º de novembro de 2026 para as ME e EPP do Simples Nacional abrangidas pela regra. Antes de iniciar as adequações, o contador deve verificar o enquadramento da empresa, a atividade exercida e a situação da emissão no município.

Critério

O que verificar

Enquadramento e atividade

Se a empresa está abrangida pela obrigatoriedade de emissão da NFS-e.

Município

Qual emissor utiliza e quais orientações se aplicam à transição.

Sistema

Se a emissão ocorre diretamente no portal ou por integração.

Processo atual

Quais ajustes serão necessários para manter a emissão e o fluxo de documentos.

Em Belo Horizonte, por exemplo, as ME e EPP optantes pelo Simples Nacional já utilizam os emissores nacionais desde novembro de 2025, conforme as orientações da Prefeitura de Belo Horizonte. 

Municípios que mantêm emissores próprios também precisam organizar a transição. O Portal Nacional da NFS-e disponibiliza orientações sobre a adoção antecipada do Emissor Nacional pelos municípios. 

O que muda na rotina de emissão das notas?

O impacto depende da solução utilizada pelo cliente. Quem utiliza um emissor municipal precisa verificar como será feita a transição. Já quem utiliza um sistema integrado deve confirmar com o fornecedor se a solução está preparada para o padrão nacional e se há atualizações ou parametrizações pendentes.

O serviço oficial de emissão da NFS-e apresenta as opções disponibilizadas aos contribuintes.

Além da emissão, o contador precisa conferir se os cadastros estão corretos e se os documentos continuam chegando adequadamente ao sistema contábil. A revisão deve considerar o fluxo completo: emissão, cadastro, parametrização, integração, conferência e escrituração.

A evolução dos documentos fiscais também acompanha as adaptações da Reforma Tributária. 

O que o contador precisa revisar nos clientes?

Depois de mapear a carteira, o escritório pode organizar as adequações com este checklist:

Ponto de atenção

O que revisar

Município

Emissor utilizado e regra aplicável.

Cadastro

Atualização dos dados da empresa.

Atividades e serviços

Cadastro dos serviços prestados.

Parametrizações

Configurações aplicáveis às operações.

Sistema/emissor

Preparação para o padrão nacional.

Integrações

Fluxo dos documentos entre cliente e escritório.

Responsáveis

Quem emitirá as notas e como será orientado.

Testes

Emissão e integrações antes do prazo.

A revisão também pode revelar cadastros desatualizados, tarefas manuais e falhas no fluxo de informações. Identificar esses pontos ajuda a organizar os ajustes e avaliar oportunidades de simplificar a operação.

Como preparar os clientes antes da obrigatoriedade?

Para distribuir o trabalho e evitar que as pendências se concentrem nas últimas semanas, o escritório pode seguir cinco etapas:

  1. Mapear: identificar os clientes abrangidos pela obrigatoriedade.
  2. Classificar: separar quem já utiliza o padrão nacional de quem precisa adaptar o processo.
  3. Priorizar: começar pelos casos que exigem ajustes em sistemas ou integrações.
  4. Validar: revisar cadastros e configurações, testar a emissão e corrigir falhas.
  5. Orientar: comunicar as mudanças, definir responsabilidades e esclarecer os procedimentos.


Com essa organização, o contador consegue acompanhar as pendências e direcionar os esforços conforme a necessidade de cada empresa.

NFS-e Nacional e Reforma Tributária: qual é a relação?

A obrigatoriedade da NFS-e Nacional acontece durante a adaptação dos documentos fiscais à Reforma Tributária, mas os prazos precisam ser diferenciados.

Período

O que observar

A partir de 1º/11/2026

Utilização obrigatória do padrão nacional da NFS-e pelas empresas abrangidas pela regra.

A partir de 1º/01/2027

Aplicação das disposições relativas ao IBS e à CBS aos optantes pelo Simples Nacional, conforme as regras e opções aplicáveis.

A mudança de emissor em novembro não significa que todas as obrigações relacionadas ao IBS e à CBS passem a produzir efeitos na mesma data. O contador deve organizar a adequação da emissão e acompanhar separadamente os impactos do IBS e da CBS para os escritórios contábeis. 

O que o contador deve fazer agora?

O primeiro passo é identificar os clientes afetados e verificar qual emissor cada um utiliza. A partir desse levantamento, o escritório pode revisar sistemas, cadastros e integrações, testar os procedimentos e orientar os responsáveis.

Antecipar essas verificações ajuda a organizar as adequações e preparar a carteira para a obrigatoriedade, sem concentrar todas as pendências às vésperas do prazo.

Tecnologia preparada para acompanhar a rotina contábil

As mudanças na emissão de documentos fiscais exigem atenção aos sistemas e processos dos escritórios contábeis. 

Para a Keevo, acompanhar essas transformações faz parte do compromisso de oferecer tecnologia alinhada às necessidades de quem atende empresas e precisa manter a operação organizada.

Seguimos acompanhando as atualizações que impactam a rotina contábil, para apoiar os escritórios na adaptação às novas exigências, com mais eficiência e menos retrabalho.

Leia também: Tipos de notas fiscais: entenda as diferenças entre NF-e, NFC-e e NFS-e em 2026.

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