Anna Santos
RESUMO DO ARTIGO:
A NFS-e Nacional será obrigatória a partir de 1º de novembro de 2026 para ME e EPP do Simples Nacional abrangidas pela regra. A mudança exige atenção ao sistema de emissão de notas fiscais, à atualização de cadastros, à padronização e às integrações. Para preparar os clientes, o contador deve identificar as empresas afetadas, revisar os processos atuais e testar as adequações antes do prazo.
A partir de 1º de novembro de 2026, microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) do Simples Nacional abrangidas pela obrigatoriedade deverão emitir a Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e) pelo padrão nacional.
Para os escritórios contábeis, a mudança exige atenção aos sistemas de emissão, aos cadastros e aos processos utilizados pelos clientes.
Antes do prazo, o contador precisa identificar quais empresas serão afetadas e organizar as adequações necessárias.
Veja o que muda na emissão da NFS-e Nacional e quais pontos revisar para preparar seus clientes antes da obrigatoriedade.
O que muda na NFS-e para ME e EPP do Simples Nacional?
A obrigatoriedade foi estabelecida pela Resolução CGSN nº 191/2026, que prorrogou o prazo inicialmente previsto para setembro, conforme publicação da Receita Federal sobre a obrigatoriedade da NFS-e Nacional.
A emissão deverá ocorrer pelo Emissor Nacional, por meio da aplicação web ou de integração via API.
Para o contador, a mudança não se resume a comunicar uma nova data. É necessário identificar os clientes afetados, verificar como realizam suas emissões e antecipar os ajustes necessários.
Quando a mudança começa e quem precisa se preparar?
A obrigatoriedade começa em 1º de novembro de 2026 para as ME e EPP do Simples Nacional abrangidas pela regra. Antes de iniciar as adequações, o contador deve verificar o enquadramento da empresa, a atividade exercida e a situação da emissão no município.
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Critério |
O que verificar |
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Enquadramento e atividade |
Se a empresa está abrangida pela obrigatoriedade de emissão da NFS-e. |
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Município |
Qual emissor utiliza e quais orientações se aplicam à transição. |
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Sistema |
Se a emissão ocorre diretamente no portal ou por integração. |
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Processo atual |
Quais ajustes serão necessários para manter a emissão e o fluxo de documentos. |
Em Belo Horizonte, por exemplo, as ME e EPP optantes pelo Simples Nacional já utilizam os emissores nacionais desde novembro de 2025, conforme as orientações da Prefeitura de Belo Horizonte.
Municípios que mantêm emissores próprios também precisam organizar a transição. O Portal Nacional da NFS-e disponibiliza orientações sobre a adoção antecipada do Emissor Nacional pelos municípios.
O que muda na rotina de emissão das notas?
O impacto depende da solução utilizada pelo cliente. Quem utiliza um emissor municipal precisa verificar como será feita a transição. Já quem utiliza um sistema integrado deve confirmar com o fornecedor se a solução está preparada para o padrão nacional e se há atualizações ou parametrizações pendentes.
O serviço oficial de emissão da NFS-e apresenta as opções disponibilizadas aos contribuintes.
Além da emissão, o contador precisa conferir se os cadastros estão corretos e se os documentos continuam chegando adequadamente ao sistema contábil. A revisão deve considerar o fluxo completo: emissão, cadastro, parametrização, integração, conferência e escrituração.
A evolução dos documentos fiscais também acompanha as adaptações da Reforma Tributária.
O que o contador precisa revisar nos clientes?
Depois de mapear a carteira, o escritório pode organizar as adequações com este checklist:
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Ponto de atenção |
O que revisar |
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Município |
Emissor utilizado e regra aplicável. |
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Cadastro |
Atualização dos dados da empresa. |
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Atividades e serviços |
Cadastro dos serviços prestados. |
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Parametrizações |
Configurações aplicáveis às operações. |
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Sistema/emissor |
Preparação para o padrão nacional. |
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Integrações |
Fluxo dos documentos entre cliente e escritório. |
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Responsáveis |
Quem emitirá as notas e como será orientado. |
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Testes |
Emissão e integrações antes do prazo. |
A revisão também pode revelar cadastros desatualizados, tarefas manuais e falhas no fluxo de informações. Identificar esses pontos ajuda a organizar os ajustes e avaliar oportunidades de simplificar a operação.
Como preparar os clientes antes da obrigatoriedade?
Para distribuir o trabalho e evitar que as pendências se concentrem nas últimas semanas, o escritório pode seguir cinco etapas:
- Mapear: identificar os clientes abrangidos pela obrigatoriedade.
- Classificar: separar quem já utiliza o padrão nacional de quem precisa adaptar o processo.
- Priorizar: começar pelos casos que exigem ajustes em sistemas ou integrações.
- Validar: revisar cadastros e configurações, testar a emissão e corrigir falhas.
- Orientar: comunicar as mudanças, definir responsabilidades e esclarecer os procedimentos.
Com essa organização, o contador consegue acompanhar as pendências e direcionar os esforços conforme a necessidade de cada empresa.
NFS-e Nacional e Reforma Tributária: qual é a relação?
A obrigatoriedade da NFS-e Nacional acontece durante a adaptação dos documentos fiscais à Reforma Tributária, mas os prazos precisam ser diferenciados.
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Período |
O que observar |
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A partir de 1º/11/2026 |
Utilização obrigatória do padrão nacional da NFS-e pelas empresas abrangidas pela regra. |
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A partir de 1º/01/2027 |
Aplicação das disposições relativas ao IBS e à CBS aos optantes pelo Simples Nacional, conforme as regras e opções aplicáveis. |
A mudança de emissor em novembro não significa que todas as obrigações relacionadas ao IBS e à CBS passem a produzir efeitos na mesma data. O contador deve organizar a adequação da emissão e acompanhar separadamente os impactos do IBS e da CBS para os escritórios contábeis.
O que o contador deve fazer agora?
O primeiro passo é identificar os clientes afetados e verificar qual emissor cada um utiliza. A partir desse levantamento, o escritório pode revisar sistemas, cadastros e integrações, testar os procedimentos e orientar os responsáveis.
Antecipar essas verificações ajuda a organizar as adequações e preparar a carteira para a obrigatoriedade, sem concentrar todas as pendências às vésperas do prazo.
Tecnologia preparada para acompanhar a rotina contábil
As mudanças na emissão de documentos fiscais exigem atenção aos sistemas e processos dos escritórios contábeis.
Para a Keevo, acompanhar essas transformações faz parte do compromisso de oferecer tecnologia alinhada às necessidades de quem atende empresas e precisa manter a operação organizada.
Seguimos acompanhando as atualizações que impactam a rotina contábil, para apoiar os escritórios na adaptação às novas exigências, com mais eficiência e menos retrabalho.
Leia também: Tipos de notas fiscais: entenda as diferenças entre NF-e, NFC-e e NFS-e em 2026.